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Suicídio é querer viver.
Wilkeer Souza. 
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Querido amigo, há tempos venho querendo escrever esta carta, mas não acho palavras para escrevê-la. Morte para mim tem apenas um significado. Viajem. Amanhã ou depois também irei viajar: uma viajem sem volta para um lugar desconhecido. E aí nos veremos novamente. Não faço ideia de como (nem quando) será. Espero que seja lindo aí onde você está. “A melhor viajem de todas” dizem as pessoas. Deve ser por isso que você não volta, né? Eu te entendo. Acho. Eu sempre quis você de volta. Desde quando partiu. No fim do dia é sempre mais difícil. Naquela hora que eu encosto a cabeça no travesseiro e as lágrimas rolam. Sabe, amigo. É sempre assim. Essa confusão dentro de mim, esse desespero. Essa saudade. Dói quando eu ligo no seu celular, e só chama, chama… E eu lembro que você não vai atender. Não aqui. Não hoje. Mas eu entendo. Essa viajem vai de geração em geração. Eu só não consegui meu passaporte. Isso é injusto: eu queria viajar com você. Dividir as sensações dessa louca viajem e no tal lugar desconhecido, conversar sobre o que você está sentindo. Isso mesmo, eu me importo com você. Ainda. Eu gosto de saber o que passa na sua cabeça. Gosto de entender você… Gostava. Ou gosto? Se você não está aqui, eu ainda posso gostar? Isso é difícil. Confuso. Isso! Essa é a palavra que me define (um pouco, pelo menos). Eu ainda não entendo porque não me convidou. Eu queria tanto ir com você. De verdade. No começo eu senti raiva, sério. Eu odiei você. Mas era bobagem. Odiar alguém que não está comigo. Eu sei, eu sei. Você iria rir disso. E eu ficaria com mais ódio. Sabe o que mais? Eu levei flores pra você. Esses dias aí. Foi muito especial. Eram margaridas. Você dizia que caso encontrasse alguém, sempre daria margaridas à essa pessoa. Margaridas são simples. E você também era. Tudo o que encontrava na sua frente, estava bom: primeira roupa no armário, primeira cueca, primeiro prato (isso é estranho porque qualquer tipo de pessoa, ou quase todo, escolhe o prato em que come)… Eu sempre quis um amigo assim. Igual você. Era sempre amável e gentil e todo sorrisos. Eu gostava. Mas você tirou seu passaporte e a viajem foi só de ida.
Thales e Kaique
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Estranho como eu sempre imaginei que você fosse meu bem maior, que você fosse realmente quem eu precisava para ser feliz. Mas não foi assim. O tempo passou, e eu não entendi porque você se afastou, porque você mudou, porque me fez pensar por tanto tempo que valeria a pena. Acreditei que seriamos um para sempre, e isso nunca foi a verdade, acreditei em cada palavra, em cada gesto e no final, você se foi sem um adeus, mas vou continuar de onde acabou, seguindo em frente e lembrando em todos os momentos que todos no final temos um para sempre.
Poeras em companhia de Floriverar    
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Deixei a partir, mas não porque eu não a amo e sim porque me importo com ela, sei que ela merece algo novo, algo melhor e sei também que ao meu lado não será igual ao lado de alguém que a ame de verdade e que está preparado para trata-la como ela merece.
Cuida bem dela, cara. 
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Não é que eu gostasse de estar só, mas era o que anunciava aos quatro cantos. Odiava saber que não tinha ninguém para conversar. Óh Deus, eles não conseguiam compreender que eu precisava de ajuda urgentemente. Estava sozinha demais, machucada demais e me sentindo morta demais. Embora estivesse desesperada, sempre que alguém se aproximava eu mandava para o raio que o parta e eles iam. Eles iam, eu não queria que eles fossem. Queria que alguém questionasse, que alguém ficasse mesmo mandando ir embora. Alguém que realmente se importasse.
Animicida.
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Torno un-se pedra, a menina que um dia foi flor. A pedra é rígida, a flor, desfalece com facilidade, a pedra é resistente, a flor, murcha. É complexo e doloroso o processo de metamorfose pelo qual todos estão submetidos diariamente. Os dias mais se parecem com campos de batalha, muitas vezes, olhamos para trás e só vemos morte, tocamos nossa pele e nos deparamos com as feridas que se formaram ao longo das batalhas. Nasce flor e morre pedra. A essência se vai; a pureza, a esperança, e até mesmo a fé, se vão, com o tempo, o tempo é implacável, a vida, é como um campo de concentração, uma espécie de laboratório, onde todos nós somos testados. Somos obrigados pela vida a deixar o doce, o frágil, o agradável, para assumir um papel amargo, forte e desgostoso. Se envolveu de armadura de pedra a pessoa que tem a alma de vidro, e que se machuca com facilidade. Cada um adota a sua estratégia, para livrar toda dor do coração. A grande verdade da vida é que todos que têm aparência de pedra, sempre terão coração, alma e espírito de flor.


Flor, pedra, alma, coração, Cristian.
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Todo mundo quer ser legal, e todo mundo se ferra na empreitada. É difícil ser legal o tempo inteiro. A gente consegue ser legal a maior parte do tempo, mas aí faz uma besteira e pronto: tudo o que você fez de bom é imediatamente esquecido e você se torna apenas aquele que fez a grande besteira. Aí você precisa de mais uns dois meses sendo exclusivamente legal para todo mundo esquecer da besteira. E quando eles esquecem, você faz outra, claro.
Martha Medeiros. 
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Confesso que depois de um tempo eu me tornei um pouco amarga. Não sei, mas eu cansei de ser quem eu fui, aquela idiota que fazia de tudo para ver todos felizes. Mas do que adiantava? Se eu não era o suficiente pra ninguém. O que havia de errado comigo, afinal? Não posso dizer que eu não fui uma pessoa feliz, eu tinha os meus momentos de alegria, que fatalmente eram poucos. Mas teve, isto que importa. Sempre fui só, desde pequena. Eu nunca consegui confiar em ninguém. Sempre fui do tipo de pessoa desconfiada, não é por mal, mas é de mim isto. Nasci com isso, confesso que depois de ser muito machucada a minha desconfiança aumentou muito mais do que o normal. Deixei de me importar com muitas coisas. Deixei de acreditar em muita coisa. E não foi porque eu quis e sim porque as coisas ocorridas abriram os meus olhos. Não sei o que me tornei, já nem sei mais quem eu sou. É como se eu estivesse adormecida em uma cama de hospital tomando soro para sobreviver, e tivesse uma substituta vivendo no meu lugar.
Carla Santos. 
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As pessoas esquecem que cada um tem uma cabeça, uma vivência, um motivo, um padrão de funcionamento. Na verdade, as pessoas esquecem de olhar para o seu rabo. É muito mais fácil ficar sentadinho tomando uma Coca zero e debatendo sobre os quilos extra que dona Maria ganhou nos últimos meses. Difícil mesmo é se despir e se encarar de frente. Se eu falo tanto do outro é porque algo dentro de mim está desarrumado, desajustado, desorganizado. Se eu quero tanto resolver o problema alheio é porque não faço questão de pensar no meu, é porque insisto em tapar o sol com a peneira, é porque olhar para a nossa sombra é um processo doloroso.
Clarissa Corrêa.  
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Você é a música que não canso de ouvir. A melodia mais linda que toca meus ouvidos. O brilho do sol mais equânime para o meu dia. O filme perfeito para os domingos. O céu mais estrelado em meio a escuridão. É o despertar presenteado com um beijo, confirmando o belo dia que está por vir. O livro mais rápido que já li, por prender minha atenção. Você é a companhia mais perfeita. O turrão mais doce da minha vida. Você é aquele que não existe igual em nenhum outro lugar. O amor para vida inteira. Aquele que habitará em meu ser por todos os meus dias.
Por todos os meus dias.  
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Nem toda relação acontece como nos contos, filmes ou livros “você conhece um cara e de repente… Está apaixonada.” Não, não é assim. Na realidade é bem diferente, já leram aquela citação da Tati Bernardi? que diz: “Comédias românticas: criando falsas expectativas desde 1959.” Chega uma parte da sua vida, em que você só conhece idiotas, um pior que o outro, e aí todos os livros e filmes que um dia assistiu e leu não fazem sentido algum, só serviram pra fantasiar algo em sua mente que não existe, que nem toda relação é perfeita. E então vai ver que na realidade é bem diferente, que o amor, não está na praça, em festas ou baladas, você não sentirá tanta vontade de sair como antes, porque está cheia de tanta gente vazia sem nada a oferecer, e então… Se tranca no quarto e vai encharcar o travesseiro de choro de novo, e de novo e de novo. Como consequência vai se decepcionar muito quem sabe até desacreditar no amor e em tudo que possa vir dele. O engraçado é que você não para de assistir “Diário de uma paixão” aquele filme do Nicholas Sparks que fantasia um amor perfeito e pra toda vida, que eles vivem um pro outro e que mesmo em meio a brigas e situações adversas, eles sem amam. E sabe por que não para de assistir? Porquê no fundo ainda acredita que possa viver um assim, que no mundo lá fora existe ao menos um cara legal, um idiota, talvez até tenha, quem sabe? De repente e sem esperar nada, do mundo ou de alguém, você conhece um cara, mas não um cara qualquer esse é “o idiota” aquele tal que você tanto esperou, o idiota que te faz sorrir como nenhum outro jamais fez, aquele cara que seja seu maior problema e também sua maior solução, que te faça se sentir única, que te abrace e fale bobagens, que erre na hora de expressar sobre sentimentos, mas que te ame como nenhum outro, que seja seu refúgio. E então… você vai ver que os contos, filmes, e livros não passam de falsas expectativas, mas que no final, sempre vai ter um idiota que realmente vale a pena.
A verdade nua e crua, Principar.